Quinta, 28 de agosto de 2008 23:29
Fantasia levada a sério
03/04/2008 12:19

Fantasia levada a sério

O jornal Extra (do Rio de Janeiro) publicou uma interessante matéria sobre cosplayers. O texto é assinado por Isabella Guerreiro. Confira a seguir:

Jovem – Cosplay - Fantasia levada a sério

Enviado por Isabella Guerreiro



Sucesso entre os jovens de todo o mundo, as animações japonesas também já conquistaram os brasileiros. Os fãs dos animes (como as animações são chamadas) acompanham as aventuras dos personagens criados no Japão por mangás (quadrinhos), desenhos animados na TV e na internet e por jogos de videogame. Mas, para alguns aficionados, não basta ler ou assistir às histórias. Jovens como Gustavo Braz, de 22 anos, Priscilla Veiga e Raphael Almeida, de 21, e Vanessa Azevedo, de 26, gostam mesmo é de imitar os seus personagens em eventos Cosplay (junção de costume, que significa fantasia, e play, brincar).



O Cosplay surgiu há cerca de 30 anos em convenções de quadrinhos, nos Estados Unidos, com pessoas se vestindo como super-heróis. Com o tempo, a atividade se tornou um hábito, estendeu-se aos filmes e séries, como " Jornada nas estrelas", e passou a ter competições próprias.



No Brasil, o hobby começou na década de 80 também em torno de filmes, e popularizou-se com os encontros sobre animes e mangás já no fim dos anos 90.



Eventos como o Rio Anime Club, que acontece mensalmente no Clube Hebraica, em Laranjeiras, reúnem milhares de pessoas que gostam de interpretar personagens japoneses. E ai de quem falar que isso é coisa de quem não quer crescer. A psicóloga Vanessa, cosplayer há dez anos e juíza de competições do gênero há dois, defende a classe:



— Tem gente que fala que isso é coisa de criança, mas não é. Não somos loucos, nem queremos ser o personagem. É saudável.



Que ninguém pense que a atividade é fácil. Os concursos, como o World Cosplay Summit, que leva a dupla vencedora ao Japão, tem regras rígidas. É preciso dedicação: produzir a própria fantasia (não vale comprar em loja, nem conseguir as originais de produções de TV, por exemplo) e imitar a voz, os gestos e o comportamento do personagem.



— Vejo o vídeo dando pausas para olhar o acabamento das roupas, das botas... — conta o estudante de informática Raphael, cosplayer há dois anos e meio: — Eu mesmo desenho o modelo e levo para a costureira.



Já a estudante de moda e medicina, Priscilla, faz as próprias fantasias:



— Eu costuro. O legal é fazer, é o que caracteriza o hobby.



A paixão pelo estilo anime não se resume às competições. Cada fã acaba adotando o visual usado pelo personagem no dia-a-dia.



— Mantive o cabelo pintado de louro por causa do Naruto, e uso o mesmo pingente que o personagem tem — conta o estudante de design Gustavo Braz, cosplayer há dois anos.

Fonte: AnimePró
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